8 maneiras de garantir a segurança de dados médicos

segurança dos dados digitais do paciente

Cada vez mais os estabelecimentos médicos estão adotando registros médicos eletrônicos. Com eles, torna-se mais fácil para os pacientes consultar e gerenciar suas informações pessoais de saúde por meio de portais remotos. A segurança dos dados pessoais dos pacientes, no entanto, é uma preocupação premente. Hackers têm o ramo da saúde na mira por duas razões: a abundância de registros médicos repletos de dados sensíveis valiosíssimos, e sistemas de segurança digital defasados. Segundo um estudo do American Journal of Managed Care, 30% dos vazamentos de big data entre 2009 e 2016 ocorreram em sistemas ligados à área da saúde.

Se não houver métodos adequados de criptografia, redundâncias de login e ferramentas de detecção, os hackers conseguem ter acesso a esses portais quase tão facilmente quanto os usuários autorizados. Com a utilização crescente de portais como esses, essa ameaça aos dados sensíveis dos pacientes e suas identidades aumenta exponencialmente devido à falta de segurança.

Muitas pessoas costumam utilizar o mesmo login e senha para todas suas contas, o que torna essas informações ainda mais preciosas para hackers. Apesar de ser parte das responsabilidades dos pacientes alterar suas senhas frequentemente, há situações em que o usuário se esquece de fazer essa manutenção, ou que ele não entra com regularidade no sistema e a senha antiga acaba sendo mantida. Nesses casos, as organizações ligadas à saúde devem tomar medidas proativas e certificar-se de que estão utilizando as tecnologias corretas para detectar quando alguém está se fazendo passar por um paciente para entrar no sistema.

É impossível reduzir o valor dos dados pessoais de saúde de forma a torná-los menos atraentes para os hackers, mas os provedores de serviços de saúde podem protegê-los de forma eficaz adotando as medidas de segurança digital mais recentes. As oito dicas a seguir podem ajudar as organizações a atualizar sua segurança e evitar quaisquer acessos não autorizados a suas redes:

1. Automatizar o processo de criação de contas no portal

Ao se automatizar o processo inicial de criação de conta, é possível evitar de cara que contas falsas sejam criadas. Quando devidamente implementada, a automação faz com que o paciente tenha que fornecer apenas algumas poucas informações, e o software trata de confirmar a identidade do usuário no back end.

2. Aplique a verificação multifatorial

Depois de criada a conta de acesso ao portal, utilizar verificação multifatorial vai garantir que todas as sessões futuras serão igualmente seguras. Por exemplo, autenticação de dois fatores adiciona uma proteção extra ao processo convencional de login.

Além de uma senha ou código de segurança, os usuários também deverão fornecer uma informação pessoal como o número de celular, código postal, impressões digitais, registro de retina, ou outras. Se o aparelho do usuário, conta, e/ou senha forem colocados em risco, uma autenticação multifatorial pode garantir que a rede da organização permanecerá segura.

3. Mantenha os softwares antivírus e contra malware sempre atualizados

A verificação multifatorial protege o acesso direto dos pacientes aos portais, mas há outras vulnerabilidades mais frequentes que também requerem atenção. A consultoria HIMSS Analytics descobriu que 78% dos provedores sofreram ataques de ransomware e malware em 2017.

O e-mail é o meio preferido para o envio de malware, e esses ataques estão em contínua evolução para conseguir driblar as medidas de segurança já existentes. Se o software antivírus estiver defasado, o sistema permanecerá vulnerável a cada nova iteração dos malwares utilizados para atacar a rede. A maioria das soluções de antivírus permitem que os updates sejam baixados e instalados automaticamente assim que se tornam disponíveis.

4. Promova os padrões de interoperabilidade

A comunicação entre clínicos gerais, especialistas e planos de saúde durante o tratamento do paciente nem sempre se dá por e-mail. Quando os sistemas não são compatíveis, eles não conseguem se comunicar da maneira mais direta e segura possível.

A interoperabilidade faz com que seja possível compartilhar históricos médicos e informações de pacientes entre diferentes sistemas, e faz com que esses dados sejam de fácil utilização por eles.

Cada vez mais pacientes e provedores de serviços de saúde veem com bons olhos a utilização de tecnologia para melhorar seu atendimento médico. No entanto, um estudo realizado em 2015 pela Software Advice revelou que um em cada cinco pacientes ainda desconfiam da segurança de seus dados sensíveis, a ponto de se recusarem a dar algumas informações pessoais para seus médicos. Felizmente, com as ferramentas adequadas, as organizações são capazes de fortalecer a segurança de seus portais e conquistar a confiança de seus clientes.

5. Verifique as identidades dos pacientes para proteger o acesso a registros médicos

É de fundamental importância garantir que se está dando acesso às informações médicas para a pessoa certa. O monitoramento de logins e a identificação de dispositivos em tempo real ajudam a confirmar que a pessoa que está tentando fazer log in realmente é quem afirma ser. Quando há alguma divergência, pode-se verificar a identidade do usuário pedindo que ele responda a perguntas específicas.

Uma novidade promissora é a utilização de biometria para reforçar as soluções de identificação já existentes. Assim como é possível utilizar o reconhecimento facial para desbloquear seu celular, agora há maneiras de autenticar a identidade de pacientes com a mesma tecnologia.

6. Eduque sua equipe a respeito de ameaças de segurança de dados médicos e sinais de alerta

Nem todos os vazamentos de dados são mal intencionados – frequentemente eles são causados por erros humanos, como enviar informações pessoais por e-mail para o paciente errado, publicar dados por acidente em websites públicos, ou esquecer um laptop no metrô. Realizar treinamentos para alertar sua equipe quanto a essas armadilhas vai fazer com que seus funcionários tornem-se seus aliados na tarefa de proteger as informações confidenciais dos pacientes.

7. Desenvolva uma estratégia de dispositivos robusta

Permitir que colaboradores e pacientes utilizem seus próprios dispositivos eletrônicos é conveniente para todos, mas deve-se aplicar medidas de segurança a esses aparelhos no momento em que forem utilizados para acessar informações de pacientes em uma rede. Certifique-se de que sua equipe, seus pacientes e visitantes sabem como entrar na rede wi-fi com segurança e estão seguindo as melhores práticas de como manter os dados seguros.

8. Faça da segurança de dados médicos uma prioridade e informe seus pacientes de suas medidas para manter suas informações seguras

Priorizar a segurança de dados deve ser parte da cultura da organização. Os funcionários são a melhor defesa contra vazamentos de dados. Lembre-se: a confiança do paciente é fundamental para uma boa relação entre paciente e provedor de serviços médicos. Compartilhe as medidas que sua organização adota para manter a segurança dos dados dos pacientes, para que eles se sintam seguros e confiantes ao utilizarem seu portal. A segurança de dados deve ser um ponto chave nas comunicações com os pacientes.

Novos horizontes digitais

Dar aos pacientes acesso a suas informações por meio de portais na internet foi um dos principais fatores para o aprimoramento da relação entre paciente e provedores de serviços de saúde. Mas esses ganhos vêm associados a responsabilidades maiores: os provedores têm a obrigação de proteger os portais contra acessos não autorizados e contra o roubo de registros médicos.

A boa notícia é que já existem ferramentas para auxiliar na proteção dos dados dos pacientes. Os serviços financeiros e bancários foram pioneiros na proteção de dados pessoais nos últimos 20 anos, e o ramo da saúde pode aprender muito analisando o que funcionou nesses outros setores.

Graças às experiências dos outros ramos nas últimas duas décadas, o ramo da saúde não precisa hoje passar pelas mesmas dificuldades iniciais para estabelecer um ambiente seguro para seus dados que aconteceram no passado em outras indústrias. Os registros médicos eletrônicos levaram algum tempo para serem aceitos, e da mesma forma os portais para acesso de informações médicas devem evoluir de forma semelhante e logo se tornarem algo comum.

Querendo sempre “fazer mais com menos”, os líderes do setor da saúde buscam em outras áreas maneiras de melhorar os tratamentos e tornar as operações mais eficientes. Automação, digitalização e atenção ao consumidor fazem sentido comercial para todos, e são investimentos que fazem sentido também para sua estratégia de segurança de dados. Investir em identidades de pacientes seguras é uma maneira de evitar perdas dolorosas e desnecessárias – e é exatamente isso que os pacientes esperam.

FONTE: 8 ways to keep digital patient data safe, CPO Magazine

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